A solidão todo dia
Abre minha porta e entra
Nem pergunta se podia
Chega na sala e senta
Pega o controle , liga a TV
Põe o pé em cima da mesa
Usa e abusa sem perceber
Primeiro come a sobremesa
Abre a geladeira e leva tudo
Não me deixa nem a água
Grito “não!” mas pareço mudo
Vai embora e esquece a mágoa
E n’outro dia, a mesma palhaçada
Entrar vazia e me deixar sem nada.
Porque mesmo se a luz apagar
E eu morrer de medo do escuro
Do teu lado eu vou ficar
Pois só assim me sinto seguro
Mesmo se o teto vier a cair
E a tua casa desmoronar
Saiba que sempre terás onde ir
Que em mim terás sempre um lugar
E se a correnteza for muito forte
Os raios forem muito frequentes
Deixo minha vida aberta à sorte
Encaro o que vier pela frente
Pois mais vale tua vida que a minha
Já que antes de ti não a tinha
Quanto mais longe mais perto
Não de distância, mas de querer
Quanto mais sei é mais incerto
Não meu amor, mas o que vai ser
O que vai ser de mim esperando
Todos os dias por um só dia
O dia em que verei no horizonte voltando
Seu sorriso pra me trazer alegria
Mesmo com a incerteza de nós
Com meus medos e minhas aflições
Tudo muda quando ouço sua voz
Então vale a pena esperar verões
Pois mais vale ter você pela metade
Do que nunca ter amado de verdade
No julgamento do amor eu te condeno
Perpétuamente viverás numa prisão
Não numa cela vazia ou ao sereno
Mas dentro de meu insensato coração
E por mais que tentes conquistar a liberdade
Não há ninguém que prove tua inocência
Já que amar-te não é minha vontade
Mas sim, algo da minha inconsciência
E se tentares me prender também
Me condenar num glorioso julgamento
Não for por vingança ou desdém
Serei preso de bom grado, sem sofrimento
Pois mesmo preso terei felicidade
Pois só a tem quem ama de verdade
Como o vento
Maria Bela
Que batia
Á porta dela
Logo se via
Com tormento
A ocupar
Seu pensamento
Ela saiu?
Foi embora?
Ela volta?
Ela demora?
Então ficou
A paisana
E perguntou
Dona Joana
“O que queres
Em minha porta?
A esta hora
Inês é morta! “
Ela pensou
Que acabou
Mas na verdade
Não começou
Então chega
A esperada
Demorou tanto
E apressada
Disse “o que queres
de madrugada?”
Maria disse
“Ser tua amada”
Foi com esperança
De reatar
Mas escutou
“Não vou voltar”
Então foi embora
Triste e sozinha
Com toda dor
Que ela já tinha
A chama que outrora era madeira
Agora é luz incandescênte e espalhou-se
Meu coração, por ti pulsou a vida inteira
Com tua partida não aguentou e apagou-se
A gente fica quieto
Vive nossa vida
Toca nossa música
E toca, e canta
E erra, e canta
E sobe até onde dá
Pra ouvir palavra feia
Gente surda reclama
Só de olhar nosso rosto
Se colocássemos nele
No rosto, a mensagem
Melhor ir pintado de verde
Com imperativo na testa
Cansa, e irrita
E cansa a vida.
| Isabelle | 16 | Taken | Music | This blog is to post the lyrics I write and the ones one day I'll record. And stuff like that. Enjoy!




